Fórum Fantástico | Rescaldo de Sábado

FF_2013Ainda não tinha conseguido começar a escrever algo acerca do Fórum, ao qual só consegui ir no sábado, com muita pena minha. E se não escrevi nada antes, não foi apenas pela falta de tempo, mas porque foi um dia tão espetacular que tive que me distanciar um pouco para poder ser clara e objectiva em tudo o que possa escrever por aqui.

Em primeiro lugar, dou os parabéns aos organizadores. Realizar um evento desta monta não é tarefa fácil e há que coordenar uma catrefada de coisas – gerir agendas de convidados, o espaço, encaixar os painéis na agenda, definir a duração aceitável de cada um….é tanta coisa que só de pensar já cansa! Definitivamente, algo do género só mesmo com muito amor à camisola e isso notou-se a cada momento (bastava, aliás, olhar para a cara do Rogério Ribeiro para perceber isso, já que parecia uma criança com um brinquedo novo o dia todo).

Mas, vamos lá organizar as ideias.

Ora, o dia começou com o Workshop de escrita da Trëma, dinamizado pelo Rogério Ribeiro, pelo Luis Filipe Silva e pelo escritor Ian McDonald.
Com muita pena minha, estava lá pouca gente. Para meu contentamento estava lá pouca gente. Confusos? Eu explico.Ian_McDonald
O workshop claramente merecia mais audiência. Éramos poucos para ouvir o que aquele senhor tinha para dizer. Bem-humorado, simpático, acessível e alguém que sabe da sua arte, com certeza que adicionou algo aos meus conhecimentos com os seus testemunhos e as suas dicas. Por isso achei que merecia ter ido lá mais gente.
Se me importei com isso? Nem um pouco.
Quem lá esteve conseguiu desfrutar de um ambiente quase intimista, como se estivesse sentado na sala de estar a conversar com amigos, com a vantagem de estar realmente a aprender qualquer coisa de útil. Ainda tivémos a oportunidade de irmos almoçar e de conversar pessoalmente com o Ian.
PIMBAS! Aposto que para a próxima pensarão duas vezes antes de ficarem a dormir…

Entramos então no painel da tarde, que começou com o lançamento da Lusitânia. Depois de uma apresentação-relâmpago, que felizmente acabou por se prolongar e tomar o tempo previsto, fiquei a conhecer melhor o projecto. E mais, com vontade de participar!
Basicamente, ficamos a conhecer algumas alterações e melhorias nesta 2ª edição, assim como os contos que dela fazem parte.

Mas foi a apresentação seguinte, sobre a História da FC portuguesa, que me deixou nas nuvens até hoje… E porquê? Porque tive a honra – sim, a grande honra – de ouvir o António de Macedo a falar.
Bastou ele dar início ao tema para as minhas antenas entrarem em sintonia. Durante todo aquele tempo, este senhor debitou uma pequena amostra do que é o seu vasto conhecimento acerca do Maravilhoso Medieval português.
Entenda-se que o assunto não é novo para mim. Estudei Lingua e Cultura Portuguesa durante o curso universitário e falar sobre o Amadiz de Gaula era obrigatório. Mas, para além do revisitar de conhecimentos há tantos anos no baú, a empatia e o forte sentido de comunicação do António de Macedo é algo de extraordinário.
Não menos fascinante foi a intervenção do Luis Filipe Silva, que deu continuidade ao tema, entrando numa época mais “moderna”.É verdadeiramente impressionante o vasto conhecimento de ambos acerca da FC nacional, a qual de facto existe.
Pena ter que terminar tão cedo e fica a sugestão aos organizadores: para o ano que vem por favor deixem mais tempo de antena para este painel.

A seguir veio a apresentação do livro «Nome de código: Portograal» pelo seu autor, Luis Corredoura.
Apesar de não ter assistido à apresentação toda, achei interessante o facto de ter tomado conhecimento de alguns factos históricos que acabam por se interligar com o próprio enredo.

Ainda antes do intervalo, assistimos à sessão dedicada ao Steampunk, cuja apresentação ficou a cargo da Angelica Elfic e da equipa da Clockwork Portugal (Joana Lima, Sofia Romualdo e André Nóbrega).

Assistimos, após o regresso do intervalo, à apresentação da revista Bang! e ao lançamento da Bang! Brasil com a Safaa Dib, das Ed. Saída de Emergência.
Para quem não sabe, esta é uma revista quadrimestral, GRATUITA, distribuída nas lojas Fnac. No mês de Novembro saiu a nº15, mas para os mais distraídos, aqui fica o link para o site da revista (da qual podem fazer download gratuito para ler em formato digital).
Fica a nota que nas Bangs nº8 e nº9 há um artigo da autoria do António de Macedo, precisamente acerca da temática da FC portuguesa. O artigo foi dividido em duas partes e publicado nos dois números da revista. Confesso descaradamente que, mal cheguei a casa, corri para o site da revista e fiz o download dos dois exemplares, que aguardam um pouco de disponibilidade da minha parte para serem devorados com atenção.

Seguiu-se a atribuição dos prémios Zoran Frames, um concurso de fotografias inspiradas na obra literária de Zoran Zivkovic (autor de A Biblioteca, Ed. Cavalo de Ferro).

E depois mais um ponto alto no meu dia, com a apresentação de Brasyl (no original) por parte do autor, Ian McDonald.
Sim, eu sei que já tinha ouvido o homem a falar de manhã, mas a sua boa disposição é contagiante e escutar aquela cadência tipicamente irlandesa (deve tê-la adquirido pela convivência, já que é inglês!), foi música para os meus ouvidos…
Falou-se, não só do Brasyl (que ainda me hão-de explicar porque foi traduzido em PT para Brasil), mas dos seus outros livros, nomeadamente o River of Gods e o The Dervish House.
A conversa foi descontraída, com o Rogério Ribeiro e o Luis Filipe Silva a colocarem algumas perguntas, que serviam apenas de “alavanca” a Ian, já que a facilidade que tem em comunicar, fez com que o assunto não se esgotasse rapidamente.
E a prova da empatia deste senhor com o público foi o plane of doom, que foi fabricado de raíz pelo Ian e percorreu a plateia, em busca de novas questões para lhe serem colocadas. Sem dúvida um momento digno de registo.
De notar que fiz figas o tempo todo, com ventoínhas potentes ligadas no máximo para desviar o aviãozinho de papel da minha direcção, já que não tinha em mente nada que se parecesse com uma questão decente e inteligente para lhe fazer naquele momento…

Enfim, adiante.

A última apresentação do dia foi dedicado ao Winepunk.
Confesso que já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha percebido muito bem a coisa. Também confesso que ainda não me tinha dedicado muito ao assunto…
Perdoem-me se estiver enganada (e corrijam-me, já que perdi o início da apresentação), mas acho que se pode resumir o Winepunk como um movimento literário (?) que combina a tecnologia Steampunk e o Vinho do Porto como combustível, num espaço geográfico específico (o Porto) no período temporal do pós-instauração da República.
Ficamos a conhecer não só o âmbito do projecto, como também os autores dos contos que contam na publicação (ainda em fase de edição), mas pelo véu que foi levantado, digamos que me deixaram com àgua na boca. E isso é sempre bom sinal.

O dia acabou com uma sessão de autógrafos conjunta e sim, lá fui eu para a fila com o meu exemplar do Brasil (em PT, humpf!) para personalizar a coisa.

2013-11-22 00.03.30Caramba, que estreia que tive no Fórum Fantástico. Andava há pelo menos dois anos para lá ir, mas a distância e o facto de não conhecer ninguém nunca me tinham feito sair de casa.
E neste dia ei só pensava «Caramba, o que eu andei a perder!».

Com muita pena minha, não pude ir em mais dia nenhum. Mas fica a promessa de que, no próximo ano, vou tentar ir pelo menos a mais um dia. É que o programa era todo tão apetitoso que, se em 2014 for assim, não vou querer deixar nada para trás.

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