[Unicórnio Alado] Contos | O Outeiro das Três Cabeças

Hoje publiquei no blog dedicado às minhas escritas mais um conto da minha autoria.

Já foi escrito há alguns meses, mas estava em stanby porque precisava de uma pequena revisão. Hoje foi o dia 🙂

Aqui fica um pequeno excerto. Para lerem o conto completo, basta seguir o link para o blog no topo da página ou clicar aqui.

Espero que gostem!

«Uma multidão corria furiosa atrás do fugitivo. Exibiam armas improvisadas, que agitavam furiosamente na sua direcção. O pequeno vulto fugia a toda a velocidade, contornando obstáculos e ignorando as dores no corpo causadas pelos objectos arremessados pela população. Tinha que escapar a todo o custo!

“Anda cá! Onde é que vais?! Ainda não acabámos contigo!”, gritavam uns.

 “Vai-te embora e não voltes a pôr aqui os pés! Nunca mais te queremos ver!”, gritavam outros.

O fugitivo desapareceu por entre o arvoredo, oculto pelas sombras da noite que acabava de cair. Normalmente, a escuridão era assustadora, mas não naquele dia. Naquele dia, o escuro foi o seu salvador e o embalo dos ramos da árvore onde se refugiou, foi o colo da mãe que nunca tinha conhecido. Ali ficou, lambendo as feridas e massajando os pés doridos de correr descalço, até à manhã seguinte.

Aos primeiros raios de sol, pôs-se de novo a caminho. Não sabia para onde ir, mas os seus pés iriam ser os seus guias, como habitualmente.

As letras do genérico passaram rapidamente sobre a imagem que ainda exibia a longa estrada e um pôr-do-sol fabuloso.

Belinda pareceu acordar de um sonho e viu a sua própria imagem reflectida na montra da loja de electrodomésticos, onde parara por breves instantes a olhar para as imagens que passavam na TV ali exposta. Ela gostava de ver televisão. Filmes, principalmente. Geralmente conseguia com que a transportassem para uma outra vida e para uma outra realidade, fazendo-a esquecer-se da sua.

Um dia ainda iria ter a sua própria televisão e uma sala onde se pudesse sentar descontraidamente. Resignada, olhou sobre o ombro para se certificar que ninguém vinha atrás dela e, quando teve a certeza que era seguro caminhar pelas ruas da vila, pegou na mala de viagem e partiu, traçando uma vez mais o seu próprio caminho.»

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