Blue drug

Facebook_addict

Achei esta ilustração brutal. Com muita pena minha, não tinha o autor identificado para lhe poder dar os devidos créditos.

Mas olhei para ela e foi como se visse a visualização do que acho acerca da dependência exagerada do mundo virtual.

Entenda-se que passo muito tempo ligada à net e estou quase sempre com a página da minha rede social aberta. Não sou uma utilizadora esporádica do mundo virtual, antes pelo contrário. Já há mais de uma década que me iniciei na blogosfera e, desde então, a utilização do mundo virtual tem sido sempre a subir, por isso, acho que estou perfeitamente à vontade para falar deste assunto.

Mas o que distingue aquilo que faço por gosto, daquilo que hoje em dia virou quase uma necessidade premente é a facilidade com que me desligo e vivo longe do mundo virtual por períodos mais prolongados, se tiver que o fazer. A facilidade com que tranco o telemóvel no cacifo quando vou treinar e me esqueço que ele existe. A facilidade com que desligo os fones se estou rodeada de amigos de carne e osso.

Porque, quer queiramos que não, nós ainda somos seres humanos, não somos máquinas cibernéticas cujos organismos dependem do funcionamento virtual para a sobrevivência da espécie.

Chamem-me antiquada, mas prefiro estar numa tarde de sol em plena esplanada à beira-mar a tomar uma cerveja com amigos e a ter conversas reais, do que estar com a cara enfiada em falsas paisagens paradisíacas no écran do computador.

Não há NADA que substitua o calor humano. O som de uma gargalhada real em vez de um LOL. Um beijo e um abraço em vez de uma catrefada de letras e símbolos. Não há substituto para um «adoro estar contigo, vamos repetir» real, saído da nossa própria voz. Um sorriso sincero tem um brilho especial. A presença dos outros traz um brilho especial às nossas vidas.

Para mim, existe uma grande pobreza de espírito naqueles que dependem do mundo virtual para mostrarem ao mundo quem são na realidade. Ou para mostrarem uma pessoa cool e cheia de qualidades que, na realidade, não possuem. E sobre isto haveria tanto a dizer! Estão presentes neste tipo de comportamento as mais variadas pressões sociais a que estamos sujeitos, onde toda a gente quer viver de aparências e da aparência. Somos praticamente obrigados a ser fisicamente padronizados, a sermos divertidos q.b., inteligentes, sociáveis… Então onde fica o espaço para sermos nós próprios? Será que isso não é estreitar demasiado os horizontes da nossa existência?

Para mim, o que mais me diverte é poder ser quase bipolar e gozar os estados de espírito com que me levanto. Poder acordar mal-disposta e haver um acontecimento qualquer que me levante o astral num minuto. Chorar de baba e ranho num filme piegas e dar gargalhadas a ver desenhos animados para gente com menos duas décadas que eu.

É bom viver e tentar sobreviver no meio de uma selva de gente. É bom divertirmo-nos enquanto o fazemos. Gritar com quem nos enfurece. Beijar quem gostamos. É tão bom quando deixamos de nos importar com o que os outros pensam acerca do que fazemos e começamos a fazer realmente aquilo que é importante para nós.

Vitor

Usar a internet e estar ligada ao mundo e aos outros? Definitivamente, sim. Ser dependente desta Blue Drug, não obrigada. Viver é demasiado bom para isso 🙂

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