A Arte de arregaçar as manguinhas e sentar o traseiro a escrever [How To Motivate Yourself As A Writer]

Writerly motivation is a tough nut to crack. I go and I write a single tweet, I get immediate feedback. Maybe nothing happens, or maybe some people respond. Could be I get some retweets, some LOLs,…

Source: terribleminds.com

Deixem-me explicar uma coisa: escrever não é fácil.

Podemos ter todo o talento do mundo mas se não tivermos motivação e persistência não há ideia brilhante que resulte.

Por isso, mesmo quando existe o que se chama “bloqueio criativo” é preciso aplicar a técnica ABTC (apply but to chair). Por vezes, o simples acto de nos “forçarmos” a começar a escrever qualquer coisa porque sabemos que “tem que ser” faz com que, repentinamente, as ideias nos vão surgindo.

Adorei este artigo do Chuck Wendig, que de uma forma directa e bem humorada toca em alguns dos pontos essenciais a quem faz da escrita uma actividade (profissional ou não).

Pelo que me apercebo através das conversas com outros amigos que, tal como eu, abraçam esta actividade, um dos maiores problemas (para além de uma falta de tempo efectiva e real, já que ninguém faz da escrita a sua actividade profissional) é a procrastinação.

Não há ninguém que não prefira ir fazer outra coisa qualquer do que se sentar a escrever. Porque é muito bonito sentarmo-nos descontraídamente a ler ao fim do dia. Mas quando falamos de escrever, é outra coisa… Assim sendo, a não ser quando a ideia nos surge e estamos com o entusiasmo inicial, dar continuidade a uma história é difícil, arranjar um final quando não fazemos a mínima ideia do que queremos fazer com o enredo é o equivalente a engolir um esfregão de arame – arranha tudo cá dentro.

Mas escrever é – e deve ser – também algo que se faz por prazer. Quando digo que temos que nos forçar a ir escrever, não quero dizer que o façamos com o ânimo de quem vai para a forca. Caramba, nada disso!

Trata-se unica e exclusivamente de dar o primeiro passo e arregaçar as mangas. De encarar a escrita como uma tarefa qualquer. Quantas vezes me apetece limpar a casa? Exacto, nenhuma…mas depois arregaço as mangas, começo um pouco a cambalear, mas depois a coisa começa a fluir e quando termino fico super orgulhosa e relaxada.

Por vezes penso que não escrevo tanto quanto gostaria/poderia mas a verdade é que o processo em si demora tempo. E, se for a ver bem, já tenho algum material reunido. O problema é que as minhas histórias não são curtas e como vou pedindo feedback ao grupo de escrita de que faço parte, às vezes demoro meses a dar um conto por terminado. Nem sempre é fácil fazer com que as nossas ideias resultem. Por vezes é preciso alterar os textos ou algumas das nossas ideias para que o resultado seja perfeito, mas, no meio disto tudo, o importante é não desistir, é não baixar os braços.

A escrita é uma prática como outra qualquer que exige alguma disponibilidade e dedicação, mas que geralmente é renegada para o último ponto da lista de afazeres.

Da próxima vez que pensarem em fazer isso e quiserem procrastinar, façam o seguinte: agarrem num texto vosso, já acabado, e leiam-no com atenção. Vão ver que quando se começarem a perguntar “Uau, fui mesmo eu quem escrevi isto?” terão vontade de correr e fazer mais 😉

 See on Scoop.itReading & Writing World – Tips and suggestions

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s