Elsa Leal| Página de autora no Goodreads

goodreadsDepois do Smashwords, eis que os dois contos publicados podem ser encontrados no site Goodreads.

Já uso esta plataforma há anos, mas apenas enquanto leitora. Agora passo a contar com ela para divulgar também os meus trabalhos.

Podem encontrar-me por lá nesta página.

Boas leituras! 🙂

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Autor da semana | Rhys Hughes

Aproveitando o facto de Rhys Hughes ser o autor convidado do Fórum Fantástico deste ano, não quis deixar de tentar conhecer um pouco mais sobre ele.

Não é segredo para ninguém que sou uma espécie de outsider no mundo da FC&F, ao qual cheguei já tardiamente enquanto leitora. Também não sou aficcionada (leia-se geek) pelo género, a pontos de não ler mais nada, portanto é natural que não conheça uma boa parte dos autores (que também . O que não quer dizer que não goste de saber mais e, já que vou assistir ao painel do senhor, então mais vale saber mais qualquer coisita…

rhys_hughes_spainRhys Hughes é um escritor britânico, oriundo de Cardiff (País de Gales), descrito como sendo alguém com um sentido de humor algo mordaz. No perfil do seu blog The Spoons that are my ears intitula-se como um escritor de “fantasia irónica” ou do “absurdismo” (traduzindo a coisa um bocado à letra).

Escreve sobretudo contos e novelas, sendo que as suas maiores influências são Italo Calvino, Milorad Pavić, Jorge Luis Borges, Stanisław Lem, Flann O’Brien e Donald Barthelme. Dizem que é um grande apreciador do nosso país, onde vem com alguma frequência.

Em Portugal existem apenas três obras suas publicadas pela Livros de AreiaEm busca do Livro de Areia & outras histórias, Uma Nova História Universal da Infâmia e A Sereia de Curitiba. Fiquei a saber que este último foi escrito em inglês mas com o intuito ser publicado apenas em português, o que, para além de inédito, me agradou bastante e me deixou deveras curiosa acerca da razão para tal. Mas a sua produção literária é bem mais extensa do que isso, conforme se pode consultar no site oficial do autor.

Quando lhe perguntam se há alguma obra em especial por onde alguém deva começar a conhecer um pouco daquilo que escreve, Rhys Hughes refere a Tallest Stories. São 60 histórias interligadas num universo em comum.

Fica aqui a sinopse: “If every tale told in a tavern is a tall story, then what happens when the entire universe becomes a tavern? It means that every story ever told is tall and therefore untrue, and this includes the true tales. They are all lies. But a lie is a concept only possible because it can be contrasted with truth: without its opposite concept it makes no sense at all. This implies one of two unlikely things, (a) the universe is not really a tavern, (b) there are other universes beyond this one where true stories exist. If you ever learn which is the correct answer to this riddle please let me know.”

Podem consultar a sua página de autor na Goodreads aqui.

Passando um pouco esta biografia de autor, que para mim assume sempre um tom um pouco mais formal, deixem-me que vos diga que me parece uma pessoa com uma mente fascinante (e a prova disso é o sucesso que alcança em terras além-fronteiras — cá não faço ideia, mas tenho a certeza de que tooooda a gente o conhecerá…menos eu!).

Fica aqui a resolução de ler algo dele e de o fazer em breve (sendo que a definição de breve pode ser discutível…), até porque me parece que vou estar que nem um peixinho na água – absurdo, surrealismo e humor mordaz combinam comigo tal como o pão quentinho combina com a manteiga…

Curiosamente, quando comecei a ler sobre a sua obra, o tipo de escrita, as realidades que cria, a imagem que me ficou impressa na mente foi a da obra do pintor Salvador Dali (que também me fascina, já agora) e fiquei com um misto de me sentir tipo criança numa loja de doces, aos saltinhos, indecisa por onde começar, com uma Alice no País das Maravilhas.

Se conseguir chegar às falas com o homem, logo verei se esta impressão se confirma.