[Review | Filmes] Lucy

Título Original: Lucy
Realizador: Luc Besson
Avaliação IMDB: 6,4
Minha avaliação: 3-4 (pelo elenco e alguns efeitos especiais/visuais)

Com Scarlett Johansson e Morgan Freeman nos principais papéis, o filme retrata uma mulher, Lucy, que é acidentalemnte apanhada no meio de um negócio de tráfico de estupefacientes.  Com uma das embalagens dentro do corpo, é vítima de violência dos seus captores, o que faz com que a droga saia da embalagem protectora e seja absorvida pelo seu organismo. Só que não se trata de uma substância qualquer e Lucy começa a sentir as consequências em poucas horas.

Isto é um pequeno resumo do que antecede a verdadeira acção do filme, onde se entra a partir do momento em que as transformações do seu organismo começam a ser visíveis. E o que realmente acontece é que Lucy começa a ter acesso a partes do seu cérebro que um humano normal não é capaz.

Isso despoleta toda uma série de situações que culminam quando ela tem acesso a 100% das suas capacidades, uma fronteira ainda desconhecida dos cientistas.

O tema é fascinante e deixou-me com água na boca desde que ouvi falar dele. Para quem me conhece, sabe que matemática e ciências não são de todo o meu forte, o que não diminui em nada o meu fascínio pelo funcionamento do corpo humano e/ou do universo. Por isso, quando o filme saiu e, tendo em conta o pouco que conheço da física quântica associada a terapias de cura, fiquei a salivar para tentar perceber de que forma teria Hollywood conseguido explorar o tema.

Finalmente vi o filme. Sim, lá me decidi a matar a curiosidade. Agora, o mais importante para este artigo é: o que achei dele? Oh, isso resume-se numa palavra: UMA BOSTA (pronto, são duas palavras kkkk 😀 ).

Passo a explicar:

  1. Tive que fazer 3 (três) tentativas para ver o filme. Adormeci em duas delas. Na terceira forcei-me a levar o portátil para a frente da tábua de engomar para acabar de o ver.
  2. O enredo é a coisa mais estapafúrdia que poderiam ter arranjado, quando tinham uma premissa tão MAS TÃO boa!
  3. As cenas de acção com os mafiosos chineses parecem saídas de um filme oriental de série B…
  4. O polícia francês só leva um tirinho, mesmo rodeado de mais de duas dúzias de mafiosos. Bullshit! Sim, eu sei de muita cena de acção em que acontece o mesmo, mas esta é realmente mazinha…
  5. A transformação dela foi mal explorada, embora aplauda os efeitos especiais – sim, houve umas quantas cenas que conseguiram ser brutais pelo efeito cenográfico, mas nada mais.
  6. Com o Morgan Freeman ali mesmo, no filme, a fazer parte do elenco, a ser já pago para representar e dão-lhe um papel que consiste em, basicamente, fazer uma palestra? Oh pelo amor da santa… (e reviro os olhos nesta parte)
  7. A transformação dela no supercomputador, visualmente até pode ser engraçadita, mas o conceito está tão mas tão errado! E, no final, entrega UMA PEN ao professor??? (fiquei esverdeada de tanto me agoniar com esta parte)

Podia continuar, mas acho que já ficaram com a noção da coisa, certo?

Portanto, deixo aqui o trailler (que é a melhor parte do filme, não precisam de ver mais) e para quem quiser matar a curiosidade, please be my guest but you’re on your own

Mad Max | Fury Road [Official Trailler]

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Quem é que nunca vibrou com as aventuras de Mad Max há 20 anos atrás? Bem, talvez quem ainda não fosse nascido não se lembre de ver o Mel Gibson a desempenhar o papel, mas por favor desenterrem o VHS ou tentem encontrar uma versão digital, mas vejam. É a pura da loucura!

Por isso, não é de admirar que tenha ficado quase histérica ao ver isto:

Sim, é verdade, Mad Max está de volta já em 2015 e, se o trailler não for o resumo das melhores cenas do filme, então promete!

Eu já estou aos saltinhos! 😀

Cinemateca | Séries de TV

Bom, a ver vamos se hoje dá para cá pôr mais uns artigos. Como deu para perceber, na sexta-feira não houve história nem crónica. Primeiro porque a história está em review pelo meu grupinho de escrita depois das alterações iniciais terem sido feitas. Depois porque já publiquei uma crónica na semana passada e tenho a outra em standby.

Assim sendo, tendo em conta que nos últimos tempos as minhas leituras avançam ao ritmo de um caracol idoso e também ainda não tenho reviews literárias prontas, a única coisa que tenho conseguido “despachar” são séries.

Desengane-se quem pensa que sou uma cinéfila desmesurada e/ou me detenho só com coisas de qualidade. Pronto, também não gosto de ver coisas demasiado rascas e de má qualidade, mas não faço questão de esconder que me vou entretendo com algumas que até são mais vocacionadas para um público YA.

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Ainda assim, não sendo uma series addicted, tem havidos umas quantas que tenho conseguido terminar nos últimos tempos e como geralmente não publico aqui nada que diga respeito a cinema (pelo menos não críticas minhas, entenda-se) pensei bom, porque não?

Again, não sou uma aficcionada de nenhum género em especial e sou daquelas espectadoras que até pendem mais para o que é “comercial” por isso não se admirem se encontrarem aqui as coisas mais díspares, desde acção pura e dura a coisas de gaja cheias de mel. Portanto hoje, para ser diferente, vamos lá então falar de séries e espalhar aos 4 ventos aquilo que me entretém os serões até às pestanas decidirem colar-se umas às outras!

strike_backNa categoria de policial/acção quero destacar a Strike Back, da qual devorei as 4 temporadas completas. A 1ª temporada saiu só para o mercado do UK e as outras 3 para UK/US, portanto por vezes as temporadas são mencionadas só como 3 e não 4.
Muita acção, centrada na Secção 20 das forças militares britânicas, a 1ª temporada tem como protagonista John Porter e nas outras é a dupla Michael Stonebridge e Damien Scott.
Os episódios são 10 por temporada e fecham a acção de 2 em 2, embora a história tenha continuidade ao longo de toda a temporada.
Algum humor, sexo, e diálogos complexos (fuck, fuck me, fuck them… 😀 ) e muita acção dentro de problemas algo actuais no que diz respeito a acções terroristas, sem recorrer a patriotismos exagerados, fazem desta uma das minhas séries favoritas. Não pelo facto de os protagonistas serem jovens bem apessoados, eh eh, mas porque gosto da cumplicidade entre eles e de ver como é que se vão safar das situações impossíveis em que se metem constantemente.
Falta dizer que é baseada numa série de livros do John Ryan com o mesmo título e que passa na TV portuguesa com o título O Contra Ataque. Não é o supra sumo das séries mas enche-me as medidas quanto às minhas exigências de entretenimento.
Resta-me só destacar que gosto do facto de o elenco ir mudando ao longo das temporadas e das razões que os levam a “desaparecer”, já que transmite um pouco de mais realismo (para não dizer dramatismo) ao enredo.

Umas das últimas a que assisti foi a The Bridge que é daquelas absolutamente viciantes.
Anda à volta de uma investigação policial conjunthe-bridgeta entre as forças policiais mexicanas e americanas, depois de um corpo ser descoberto na ponte que faz a fronteira entre os dois países, metade em cada lado. É baseada na série Bron: a Ponte, de 2011, que confesso não ter visto.
Desta só vi ainda a 1ª temporada e ando curiosa para ver a 2ª porque o que aqui me atrai é o facto de os personagens não serem planos. Isto é, ninguém é um “polícia bom” nem um “bandido mau”. Os polícias podem ser honestos, mas para alguns assuntos do seu interesse, conseguem fechar os olhos às maiores atrocidades sem que se sintam martirizados por isso. Um assassino pode matar com as melhores intenções. A protagonista, por sofrer do sídrome de Asperger, é capaz de dizer as maiores atrocidades às pessoas, sem que a sua personagem caia no ridículo ou no humor.
Aqui quero destacar ainda o personagem Steven Linder, protagonizado pelo actor Thomas M. Wright que é das coisas mais arrepiantes que já vi nos últimos tempos. É uma interpretação brilhante que nos põe contantemente em dúvida sobre as suas intenções, sobre a sua sanidade mental, sobre o tipo de pessoa que verdadeiramente é e se sofre de algum distúrbio mental grave ou é apenas estranho. Caramba, este homem deu-me arrepios e não, não é o protagonista nem o culpado! (ups, spoilers alert!)

Ainda dentro desta categoria, neste momento estou no início da True Detective, da qual só vi uns 3 episódios. Não vou ainda poder falar dela, embora daquilo que assisti até agora acho que vai figurar entre o top das favoritas. Grandes interpretações e um enredo que deixa a minha mente bem curiosa, faço questão de depois vir deixar a minha opinião.

star_crossedDentro das séries de Fantasia e/ou Ficção Cientifica – que tem estado em maioria nos últimos tempos – a última que terminei foi a uma chamada Star Crossed.
A série é de 2014 e só teve uma temporada, o que me chateou imenso porque o último episódio deixou tudo em aberto para uma 2ª.
É o típico alien meets girl, they fall in love, sim eu sei. Mas aqui no meio deste enredo há que destacar umas quantas coisas positivas.
Em primeiro lugar, as interpretações não foram excessivamente más nem forçadas. Achei que até nem estava mau de todo. Depois temos a ambiguidade dos personagens. Há alturas em que não sabemos bem para que lado se bandeiam e de entre estas destaco a Terri e o Castor, que vão conseguindo manter ali uma espécie de limbo que nos deixam curiosos ao longo dos episódios para perceber afinal quais são os objectivos que os movem.
Outra coisa positiva que quero destacar é a verosimilhança que acaba por existir entre o nosso mundo actual e aquele de 2024, o ano em que se passa a série. A tecnologia evoluiu o suficiente para permitir algumas coisas que não permite hoje, mas dada a proximidade temporal e o facto de se passar na nossa realidade, não nos é apresentada uma evolução tecnológica descabida.
Mais um aspecto que destaco e que tenho pena de não saber a quem atribuir os créditos, é a caracterização dos personagens, com um guarda roupa inspirado no estilo militar, moderno mas não descabido, acessórios mais futuristas, de linhas direitas e agressivas, a condizer com a personalidade dos personagens e penteados brutais. Passei o tempo todo a pensar quero, quero, querooooo!!!

outlanderOutra que ainda não terminei, apenas porque só foram transmitidos 8 episódios da 1ª temporada e retoma apenas em Abril, é a Outlander que se baseia na série dos livros de Diana Gabaldon com o mesmo nome.
Sou fã de romances históricos e quando estes envolvem Fantasia então, estou em casa! Se formos a ver bem, a ideia não é pioneira, OK? A mulher que viaja no Tempo, volta atrás e apaixona-se por um homem e fica dividida entre dois amores.
O que faz desta história algo mais apelativo são alguns pormenores… A história começa imediatamente a seguir ao fim da 2ª Guerra Mundial e a protagonista é Claire Randall, uma mulher emancipada para aqueles dias. Enfermeira, esteve nos hospitais de campanha a auxiliar os soldados feridos em combate. É uma mulher que gosta de sexo e não tem aquele pudor que se via nas mulheres daquele tempo, em que o tema era um tabú mesmo entre o casal. Este é um dos pormenores que me agrada, a protagonista sai fora do estreótipo da mulher ingénua. Tudo aquilo por que passou tornam-na menos vulnerável a certos acontecimentos que irá testemunhar e/ou enfrentar.
Depois, ela é mesmo apaixonada pelo marido e sofre quando volta atrás no Tempo e se perde dele. Quando encontra Jaime Campbell, este não é um herói, não é um Laird que a protege de tudo e de todos, não se apaixona à 1ª vista e nem ficam amigos do peito .
Há toda uma história antes do envolvimento de ambos, que vai oscilando entre os interesses individuais de cada um e uma certa afinidade e companheirismo que se vai criando. Estou curiosa para ver onde o enredo nos vai levar, já que não li os livros (que, diga-se de passagem, são enoooooormes e pouco propícios a serem transportados de um lado para o outro!).

bittenTambém terminei de ver a Bitten, esta sobre uma matilha de lobisomens. A protagonista é Elena Michaels, uma das únicas lobisomens-femea a sobreviver a uma dentada e à sua 1ª transformação.
Como é que hei-de explicar o que sinto acerca desta série? Existe um pouco de ambiguidade entre o é boa para umas noites de entretenimento e o não figura no topo das minhas preferências mas não posso dizer que não gostei. Pelo contrário, caramba, se for a pensar bem no assunto, até gostei “apesar de”…
Talvez tenha estado numa fase mais romântica e me tenha agradado o protagonista Clayton Danvers 🙂 mas achei que, embora a premissa até fosse boa, havia ali incoerências que não me convenceram (a rivalidade das matilhas vs rafeiros é uma delas) e também que merecia um pouco mais de intensidade dramática (ou na violência, não sei bem, mas que faltava ali alguma coisa, faltava!).

almost_humanA Almost Human foi das outras que me deu pena não haver uma 2ª temporada. O final acabou por ficar um pouco em aberto e, como já referi atrás, detesto quando as situações não ficam devidamente “resolvidas”.
Aqui temos um polícia, John Kennex, que volta ao activo após ter sido ferido em combate. O futuro não é muito distante, mas encontramos uma sociedade muito mais desenvolvida tecnologicamente. Um dos exemplos são os polícias andróides que fazem parceria com os humanos ou a perna biónica que Kennex usa por ter perdido a sua.
Quando regressa à vida de polícia, é-lhe atribuído um andróide que já tinha sido desactivado por ser tecnologia obsoleta e pouco fiável. Dorian fazia parte do programa “Alma Humana” e é dotado de uma personalidade verdadeira.
Cada episódio tem uma história fechada, mas vamos encontrando um fio condutor comum ao longo da temporada – a investigação acerca do que aconteceu a John Kennex no dia do atentado que sofreu.
Foi precisamente este fio condutor que mais me deixou com uma sabor amargo. Ou bem que o desenvolviam e resolviam nesta 1ª temporada ou bem que não o traziam constantemente à baila, porque no final ficam tantas respostas por dar que o espectadora fica sem perceber bem o sentido daquilo no meio da história. Mas pronto, no geral gostei. Valeu pela a interpretação do Dorian.

Depois, tentei (sendo que tentei é a expressão certa) ver uma que é a Dominion e aqui nem sei por onde começar. Fuck, é mau. Não, é muuuuuuito mau!
Eu, que até acho que não sou assim tão esquisita com a porra das séries, apeteceu-me esbofetear quem a escreveu e quem idealizou cenários e guarda-roupa, já para não falar nas interpretações.
Basta dizer que tem anjos, arcanjos, demónios, humanos, guerra mas que se espreme e não sai conteúdo nenhum. Não perdi sequer o meu tempo a ver um 2º episódio.

Não me queria alongar muito mais mas deixem-me dizer que outro género que me agrada muito é o das séries de ficção histórica. As últimas que vi foram a Vikings (1ª temporada, muito bom!) e a Um mundo sem fim (baseada na obra de Ken Follet, já tinha gostado da Os pilares da Terra e esta não foi excepção). Também acompanhei as temporadas todas da Spartacus depois de ter vencido a agonia inicial que foi ver tanta violência, mas venceu a curiosidade que tenho acerca dos cenários, guarda-roupa, caracterização social e daquele estranho fascínio que aquela sociedade romana tresloucada sempre me deixa.

Deixem-me só dizer que existem ainda aquelas séries “de gaja” como a Gilmore Girls ou a Haart of Dixie que gostei muito de ver. São daquelas histórias que misturam uma doçura com peripécias do quotidiano, uma dose drama e outra de humor e nos deixam de coração alegre e descontraído depois de assistirmos a elas. Há algum tempo a que já não assisto a nenhuma do género mas também tenho que confessar que gosto.

Tenho mais umas séries em lista de espera mas acho que não vou falar delas agora para ir colocando aqui as reviews do que for terminando de ver 🙂 . Aliás, acho que até já me alonguei com isto mais do que pensava inicialmente. Espero que pelo menos tenha servido para que fiquem com algumas dicas. E sim, aceitam-se sugestões!

Achei isto absolutamente fantástico e não resisti em partilhar.

Impressionante como se conseguem observar aqui as mais diversas características da natureza humana e fazer uma avaliação prévia da personalidade de cada um.

Mas por mais confiantes que possam ser, há sempre aquele momento inicial cheio de embaraço, por se estar exposto e vulnerável perante estranhos. E holofotes.

E vocês, seriam capazes de experimentar?