…e pronto, já é segunda-feira outra vez!

cansadoSim, é verdade verdadinha – o fim-de-semana passou a voar à velocidade da luz e hoje já é segunda-feira.

Normalmente não tenho aquele stress de domingo à noite. O que tenho mesmo é sono à segunda de manhã.

Hoje não foi excepção e foi com o cérebro a ressonar enquanto o corpo funcionava em piloto automático que me levantei e comecei o rome-rome semanal.

Mas isto para vos dizer que a minha semana passada foi tão cheia de coisas e compromissos que nem tive muito tempo disponível para vir actualizar o blog.

Este fim-de-semana houve a reunião mensal com o grupo da oficina de escrita, por isso na semana passada houve necessidade de dar ao dedo. Foram 3 dias a escrever um texto, completamente insano, fora do tom mais sombrio que me tem sido habitual adoptar nos últimos trabalhos, mas que me deu imenso prazer. Esse prazer foi por duas razões: a primeira porque me distraiu da tarefa secante que é fazer o inventário (a outra das razões pelas quais não consegui cá vir actualizar nada…boriiiiinnnnng!!!); a segunda porque chorei a rir a pensar que, quem lesse o texto, iria ficar boquiaberto por não acreditar que eu tivesse realmente perdido tempo a escrever uma coisa daquelas.

À parte da qualidade literária ser um pouco discutível neste caso – algo de que tenho plena consciência – no fundo, o mais importante foi ter conseguido divertir-me a fazê-lo. Não só me ajudou numa quebra na rotina, como me conseguiu pôr a rir da minha própria insanidade.

(Prometo rever aquilo com carinho e depois depositar na secção dedicada às minhas escritas…)

Outra coisa que me manteve ocupada aos serões (para além das leituras habituais em semana pré-oficina) foi ter andado a fazer playlists. E para quê, perguntam vocês? Ou não. Mas eu respondo na mesma, eh eh 😀
Pois que, devido a uma recente mudança de ginásio, uma das minhas actividades de grupo favoritas – o Cycling – ali é a coisa mais entediante à face da Terra e nas galáxias mais além!

Entenda-se, eu gosto imenso de tudo o resto. A energia das outras aulas é impecável, os instrutores são muito fixes, as condições são boas…mas eu gosto de fazer aquela actividade. E ali a coisa simplesmente não dá… Nunca em mais de 2 anos de prática de exercício olhei para o relógio, em desespero pelo fim de uma aula e ali, naquelas em específico eis que dou comigo completamente aborrecida. A falta de estímulo é brutal. A música é chata, não me desafia a pensar….aaaaaargh, p’lo amor da santa!!! 😦

Portanto, como só me falta ter a formação oficial para poder dar aulas, mas tenho dois anos de prática intensiva nas pernas e nos ouvidos, com excelentes instrutores, que sempre aliaram a parte lúdica à pedagógica, reuni as minhas ferramentas de trabalho essenciais: cérebro, ouvidos, pernas, smartphone e o maravilhoso mundo da www.

Playlists criadas, houve que experimentá-las e só posso dizer que o resultado foi brutal. O meu ar de felicidade em plena sala de máquinas a pedalar ao som que só eu conseguia ouvir deve ser sido impagável. Isso e uma hora de senta-levanta-senta-levanta que me deixou a suar ao lado de malta que foi pedalar como se estivesse a passear no campo. Só me faltou cantar alto. Caramba, que figurinha! 😀
Mas isto tudo para dizer que, uma vez mais me diverti imenso! E foi bom voltar a sentir isso.

Assim sendo, a mensagem que quero passar com este artigo, que parecia não ter sentido nenhum, é esta: não vale a pena fazermos coisas que supostamente serão hobbies [e que, portanto, fazemos por prazer] em esforço. Quando assim é, deixa de ser um passatempo, algo que nos faz felizes, para passar a ser mais uma imposição. O nosso tempo é demasiado precioso para isso.

Portanto, se não estão a tirar prazer e/ou partido das situações, então façam uma pausa e venham à tona respirar. Equacionem mudanças. Invistam em mudar o que não vos faz sentir bem, mas não fiquem parados. A única certeza que temos nesta vida é que nada é certo e tudo pode mudar a qualquer momento.

Insistam no que vos faz [realmente] felizes. Boa semana!

Quanto a mim, vou preparar a review de um filme e de um livro para vos deixar por cá nos próximos dias 😉

Crónica da semana | Velha aos 36

36Hoje queria escrever sobre o que é ter 36 anos.

Não porque seja uma idade especial, ou porque tenha atingido um marco na minha vida. Não, não fiquei subitamente sábia e iluminada ao passar a fasquia dos 35. O que fiquei foi mais velha.

E não uso a palavra velha com o termo de ter idade a mais para, mas sim com o sentido de ter passado a ser fisica e mentalmente incapacitada para.

Mas, há diferenças? – perguntam vocês.

Claro que há! Senão vejamos…

Até há cerca de dois meses atrás, quando ainda não tinha transposto a barreira dos 35, podia concorrer a concursos de escrita para jovens autores, podia candidatar-me a vagas de emprego que pedem anos de experiência mas colocam limites de idade, a nível de saúde não estava dentro de nenhum grupo de risco. Bolas, estava no auge da vida! O céu era o limite.

Então, o que mudou no espaço de um dia? O que mudou naquele exacto instante em que o relógio deu as doze badaladas e deixei de ter 35 anos para passar a ter 36?

NADA. Exacto, é isso mesmo – não mudou nada. Mas, aparentemente, há por aí muita gente que haja que sim!

É que desde que passei para os 36 deixei de poder fazer tanta coisa que, assim de repente, não sei se me considero fisicamente incapacitada, mentalmente inválida ou boa para a reforma antecipada… Assim, no espaço de um mísero minuto da minha vida, deixei de estar apta para trabalhar, deixei de ser considerada jovem e passei a constituir uma preocupação para o sistema nacional de saúde 🙂 WOW, até para mim é muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, caramba!

E isto deixa-me de pés e mãos atadas, sem saber muito bem se hei-de rir-me da imbecilidade de quem pensa que, efectivamente, passar dos 35 anos é sentença de morte, ou se lhes hei-de dar o real tabefe que merecem.

Porque – hey, novidade das novidades! – ter 36 é a porra da mesma coisa do que ter 35. Posso até dizer que, com esta idade as pessoas ficam mais maduras e com maior noção do que é a responsabilidade de ter (e ter que manter) um emprego. Porque, de um dia para o outro, não deixei de dar umas boas gargalhadas e não deixei de ter um espírito jovial (que é o que define a nossa verdadeira idade!) e não me enchi de rugas e fiquei com ar de 80 anos. Caramba, pois se estou em melhor forma e com melhor aspecto do que quando tinha menos dez anos do que agora!

Não conheço a realidade de muitos outros países mas dos que tenho conhecimento de causa, o factor idade não é um elemento discriminatório para nada. As capacidades das pessoas não se medem pela idade que têm mas pelas suas qualidades humanas, pelas suas capacidades laborais, pela maturidade perante situações mais difíceis, pelo conjunto que as suas experiências de vida fazem dela enquanto indíviduo.

E, quanto a isso, me perdoem os vintinhos, nós os trintões batemo-los aos pontos.