Elsa Leal| Página de autora no Goodreads

goodreadsDepois do Smashwords, eis que os dois contos publicados podem ser encontrados no site Goodreads.

Já uso esta plataforma há anos, mas apenas enquanto leitora. Agora passo a contar com ela para divulgar também os meus trabalhos.

Podem encontrar-me por lá nesta página.

Boas leituras! 🙂

Elsa Leal no Smashwords :)

Pois é, ao fim de algum tempo sem publicar nada (o que não quer dizer que não ande a escrever nos entretantos), eis que lá me resolvi a ver como isto se fazia e decidi disponibilizar um dos meus contos em formato e-book para download gratuito.

O conto está armazenado na plataforma Smashwords, uma ferramenta preciosa para quem quer auto-publicar-se (já agora, fica a dica) e é possível descarregá-lo em vários formatos, o que permite a sua leitura em vários dispositivos.

Podem visitar a minha página oficial aqui.

…e pronto, já é segunda-feira outra vez!

cansadoSim, é verdade verdadinha – o fim-de-semana passou a voar à velocidade da luz e hoje já é segunda-feira.

Normalmente não tenho aquele stress de domingo à noite. O que tenho mesmo é sono à segunda de manhã.

Hoje não foi excepção e foi com o cérebro a ressonar enquanto o corpo funcionava em piloto automático que me levantei e comecei o rome-rome semanal.

Mas isto para vos dizer que a minha semana passada foi tão cheia de coisas e compromissos que nem tive muito tempo disponível para vir actualizar o blog.

Este fim-de-semana houve a reunião mensal com o grupo da oficina de escrita, por isso na semana passada houve necessidade de dar ao dedo. Foram 3 dias a escrever um texto, completamente insano, fora do tom mais sombrio que me tem sido habitual adoptar nos últimos trabalhos, mas que me deu imenso prazer. Esse prazer foi por duas razões: a primeira porque me distraiu da tarefa secante que é fazer o inventário (a outra das razões pelas quais não consegui cá vir actualizar nada…boriiiiinnnnng!!!); a segunda porque chorei a rir a pensar que, quem lesse o texto, iria ficar boquiaberto por não acreditar que eu tivesse realmente perdido tempo a escrever uma coisa daquelas.

À parte da qualidade literária ser um pouco discutível neste caso – algo de que tenho plena consciência – no fundo, o mais importante foi ter conseguido divertir-me a fazê-lo. Não só me ajudou numa quebra na rotina, como me conseguiu pôr a rir da minha própria insanidade.

(Prometo rever aquilo com carinho e depois depositar na secção dedicada às minhas escritas…)

Outra coisa que me manteve ocupada aos serões (para além das leituras habituais em semana pré-oficina) foi ter andado a fazer playlists. E para quê, perguntam vocês? Ou não. Mas eu respondo na mesma, eh eh 😀
Pois que, devido a uma recente mudança de ginásio, uma das minhas actividades de grupo favoritas – o Cycling – ali é a coisa mais entediante à face da Terra e nas galáxias mais além!

Entenda-se, eu gosto imenso de tudo o resto. A energia das outras aulas é impecável, os instrutores são muito fixes, as condições são boas…mas eu gosto de fazer aquela actividade. E ali a coisa simplesmente não dá… Nunca em mais de 2 anos de prática de exercício olhei para o relógio, em desespero pelo fim de uma aula e ali, naquelas em específico eis que dou comigo completamente aborrecida. A falta de estímulo é brutal. A música é chata, não me desafia a pensar….aaaaaargh, p’lo amor da santa!!! 😦

Portanto, como só me falta ter a formação oficial para poder dar aulas, mas tenho dois anos de prática intensiva nas pernas e nos ouvidos, com excelentes instrutores, que sempre aliaram a parte lúdica à pedagógica, reuni as minhas ferramentas de trabalho essenciais: cérebro, ouvidos, pernas, smartphone e o maravilhoso mundo da www.

Playlists criadas, houve que experimentá-las e só posso dizer que o resultado foi brutal. O meu ar de felicidade em plena sala de máquinas a pedalar ao som que só eu conseguia ouvir deve ser sido impagável. Isso e uma hora de senta-levanta-senta-levanta que me deixou a suar ao lado de malta que foi pedalar como se estivesse a passear no campo. Só me faltou cantar alto. Caramba, que figurinha! 😀
Mas isto tudo para dizer que, uma vez mais me diverti imenso! E foi bom voltar a sentir isso.

Assim sendo, a mensagem que quero passar com este artigo, que parecia não ter sentido nenhum, é esta: não vale a pena fazermos coisas que supostamente serão hobbies [e que, portanto, fazemos por prazer] em esforço. Quando assim é, deixa de ser um passatempo, algo que nos faz felizes, para passar a ser mais uma imposição. O nosso tempo é demasiado precioso para isso.

Portanto, se não estão a tirar prazer e/ou partido das situações, então façam uma pausa e venham à tona respirar. Equacionem mudanças. Invistam em mudar o que não vos faz sentir bem, mas não fiquem parados. A única certeza que temos nesta vida é que nada é certo e tudo pode mudar a qualquer momento.

Insistam no que vos faz [realmente] felizes. Boa semana!

Quanto a mim, vou preparar a review de um filme e de um livro para vos deixar por cá nos próximos dias 😉

Horror Authors: How to Scare the Heck Out of Your Readers

Use sentence structure to evoke feelings of anxiety or fear in your reader.

Source: thewritelife.com

Adoro quando o universo conspira a meu favor e me envia artigos úteis para as coisas que tenho entre mãos.

Para quem conhece o que escrevo, sabe que o faço dentro do Fantástico/Paranormal. Mas dou comigo a gostar de escrever num tom cada vez mais sombrio, sem cenários luminosos nem finais cor-de-rosa. Mas, como em tudo, é necessário perceber que técnicas empregar de forma a prender os leitores.

Este artigo, para além de ser bastante claro, é também conciso. Nada de floreados e com exemplos práticos em quantidade suficiente para deixar perceber como empregar as técnicas.

Vou “arquivá-lo” aqui e no blog para não lhe perder o rasto e poder consultá-lo sempre que for necessário. Desconfio que, dentro em breve, me vai fazer falta 🙂

See on Scoop.itReading & Writing World – Tips and suggestions

A Arte de arregaçar as manguinhas e sentar o traseiro a escrever [How To Motivate Yourself As A Writer]

Writerly motivation is a tough nut to crack. I go and I write a single tweet, I get immediate feedback. Maybe nothing happens, or maybe some people respond. Could be I get some retweets, some LOLs,…

Source: terribleminds.com

Deixem-me explicar uma coisa: escrever não é fácil.

Podemos ter todo o talento do mundo mas se não tivermos motivação e persistência não há ideia brilhante que resulte.

Por isso, mesmo quando existe o que se chama “bloqueio criativo” é preciso aplicar a técnica ABTC (apply but to chair). Por vezes, o simples acto de nos “forçarmos” a começar a escrever qualquer coisa porque sabemos que “tem que ser” faz com que, repentinamente, as ideias nos vão surgindo.

Adorei este artigo do Chuck Wendig, que de uma forma directa e bem humorada toca em alguns dos pontos essenciais a quem faz da escrita uma actividade (profissional ou não).

Pelo que me apercebo através das conversas com outros amigos que, tal como eu, abraçam esta actividade, um dos maiores problemas (para além de uma falta de tempo efectiva e real, já que ninguém faz da escrita a sua actividade profissional) é a procrastinação.

Não há ninguém que não prefira ir fazer outra coisa qualquer do que se sentar a escrever. Porque é muito bonito sentarmo-nos descontraídamente a ler ao fim do dia. Mas quando falamos de escrever, é outra coisa… Assim sendo, a não ser quando a ideia nos surge e estamos com o entusiasmo inicial, dar continuidade a uma história é difícil, arranjar um final quando não fazemos a mínima ideia do que queremos fazer com o enredo é o equivalente a engolir um esfregão de arame – arranha tudo cá dentro.

Mas escrever é – e deve ser – também algo que se faz por prazer. Quando digo que temos que nos forçar a ir escrever, não quero dizer que o façamos com o ânimo de quem vai para a forca. Caramba, nada disso!

Trata-se unica e exclusivamente de dar o primeiro passo e arregaçar as mangas. De encarar a escrita como uma tarefa qualquer. Quantas vezes me apetece limpar a casa? Exacto, nenhuma…mas depois arregaço as mangas, começo um pouco a cambalear, mas depois a coisa começa a fluir e quando termino fico super orgulhosa e relaxada.

Por vezes penso que não escrevo tanto quanto gostaria/poderia mas a verdade é que o processo em si demora tempo. E, se for a ver bem, já tenho algum material reunido. O problema é que as minhas histórias não são curtas e como vou pedindo feedback ao grupo de escrita de que faço parte, às vezes demoro meses a dar um conto por terminado. Nem sempre é fácil fazer com que as nossas ideias resultem. Por vezes é preciso alterar os textos ou algumas das nossas ideias para que o resultado seja perfeito, mas, no meio disto tudo, o importante é não desistir, é não baixar os braços.

A escrita é uma prática como outra qualquer que exige alguma disponibilidade e dedicação, mas que geralmente é renegada para o último ponto da lista de afazeres.

Da próxima vez que pensarem em fazer isso e quiserem procrastinar, façam o seguinte: agarrem num texto vosso, já acabado, e leiam-no com atenção. Vão ver que quando se começarem a perguntar “Uau, fui mesmo eu quem escrevi isto?” terão vontade de correr e fazer mais 😉

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Vermelho Carmim, de Elsa Leal [Conto]

Já há algum tempo que não publicava nada saído da minha imaginação. Oh, claro que tenho publicado alguns artigos, mas de facto, o que tenho feito a nível literário não tem sido divulgado aqui no blog.
E não por falta de produção, não senhor! Simplesmente, escrever com qualidade é um processo moroso e para quem tem uma actividade profissional, crianças e hobbies que implicam disponibilidade física, digamos que fica difícil conseguir fazer tanto como antigamente. Sim, afinal com esta idade já não há pestanas nem cérebro que resista a noitadas ao computador… 🙂
De qualquer forma, existem planos para começar a divulgar ao mundo algumas coisas que estão prontas.
O que aqui vos deixo faz parte de um pequeno exercício que fiz para o grupo de escrita.
Espero que gostem 😉

Riscos & Rabiscos

carmim2VERMELHO CARMIM
Elsa Leal

António semicerrou os olhos, como se esse simples esforço conseguisse conjurar a presença da sua vítima quase por artes mágicas e abriu um sorriso quando viu de novo o vulto a mexer-se por detrás do muro, na mesma direcção dos seus disparos. O muro era alto mas o pedaço de tecido manchado de vermelho que conseguia ver pela brecha não lhe deixava margem para dúvidas. Estava na cara que era a Marta dos Recursos Humanos, como se ter um cabelo até ao rabo, negro como a penugem de um corvo pudesse confundir alguém. A parva nem se tinha lembrado de apanhar a guedelha para passar mais despercebida, mas isto era o que dava tirar uma tia do conforto da cadeira do escritório e trazê-la para o terreno.

“Estás morta!”, gritou na direcção do muro, com ar triunfante. “Escusas de te esconder atrás do muro porque sei…

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