Rescaldo Fórum Fantástico 2014

Quase uma semana depois de ter estado no Fórum Fantástico 2014, eis que finalmente tenho tempo para escrever acerca do dia em que estive presente.

Confesso que este ano a minha participação foi em modo relâmpago. Só consegui ir no Sábado e não pude assistir a todos os painéis. Infelizmente acho que perdi alguns que me pareciam interessantes, bem como a intervenção do escritor convidado, o Rhys Hughes, que gostaria de ter ouvido mas não me foi possível. Damn, acho que vou ter que começar a preparar psicologicamente duas crianças para a) irem comigo e começarem a tomar-lhe o gosto; b) no caso de não ser boa ideia, não me crucificarem por um fim-de-semana de ausência.

Queixinhas à parte, vamos lá ao que interessa…

PhilthyRich | (a) José Alves da Silva Fonte: http://www.artofjose.com/site/

PhilthyRich | autoria de José Alves da Silva
Fonte: http://www.artofjose.com/site/

De entre os painéis a que assisti, destaco o da tecnologia 3D, que é algo que me fascina. No meio de tudo tive pena da forma como foi feita a apresentação. Um filme no início, demasiado técnico e vocacionado para marketing, na minha modesta opinião, não foi a melhor forma de despertar o interesse (o meu, entenda-se).

Mas depois as coisas melhoraram com a intervenção do José Alves da Silva, o artista convidado. Através do seu trabalho ficamos a conhecer como  funciona na prática esta tecnologia e era disto que eu gostaria de ter visto mais.

Aconselho uma visita ao seu site. A foto que aqui vos deixo (em cima) é uma pequena amostra da qualidade de imagens 3D que cria.

comandante_serralvesA seguir veio a apresentação da Antologia Comandante Serralves, que contou com a presença dos vários autores.
Esta iniciativa da Imaginauta foi uma agradável surpresa. Eu já tinha ouvido falar do projecto e andava deveras curiosa.

Para quem não conhece, o Comandante Serralves é um conjunto de contos baseados num personagem comum e passados num universo comum.
Não costumo ser grande fã de FC mas sou fã de iniciativas destas – o arregaçar das manguinhas em prol de fazer aquilo que se gosta e aquilo em que se acredita – portanto acabei por aproveitar para comprar o livro. A seu tempo ficarão aqui as minhas impressões.

Para quem não viu a apresentação, não conhece o projecto, mas quer ficar a conhecer, fica aqui o vídeo que retirei do blog Folha em Branco.

Por último, o painel da Antologia Insonho. Podem encontrar mais algumas informações na página da Valentina Silva Ferreira, que teve a cargo a organização do projecto.

capainsonho

O meu primeiro pensamento quando comecei a ver a apresentação foi “Raios, mas porque é que eu não tive conhecimento disto?!!!” o segundo foi “Caramba, mas afinal quando é que sai?”.

Portanto, sim, estou roída até aos cotovelos porque o imaginário português é a minha praia e é aqui que me sinto tipo peixinho na água. Só me apeteceu dizer palavrões. Mas não disse, até porque estava demasiado ocupada a ver a apresentação que tinha sido preparada.

Por aquilo que foi dito, a antologia sairá lá mais para o início de 2015 e espero sinceramente  que corresponda ao que promete. Portanto, mais uma a reter debaixo de olho (OMFG, a pilha não baixa!!!).

Com muita pena minha, não vi mais nada. Não assisti a dois dos painéis que queria ter visto (Rhys Hughes e a atribuição dos Prémios Adamastor), embora tivesse sido por uma boa causa.

E não foi só isto que perdi. Já não falo no programa de sexta-feira (damn para quem tem empregos e horários a cumprir!) ou do painel de domingo com sugestões de leitura. Mas, talvez o que mais tenha tido pena aqui no meio foi de ter perdido o das Alternativas na Edição Literária, já que me parecia bem bem interessante.

Oh, well, paciência. Para o ano há mais (esperamos nós).

Parabéns uma vez mais aos organizadores do evento. É difícil conseguir agradar a todos e há sempre ajustes e contratempos de última hora, mas iniciativas destas são sempre de louvar.

Programa Fórum Fantástico 2014

Fórum Fantástico 2014 (9ª Edição) De 14 a 16 de Novembro Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa – 14 de Novembro, Sexta-feira 16:00 – Abertura Oficial (incluindo exposição CortázarFrames)…

Source: forumfantastico.wordpress.com

Foi no passado dia 08 de Novembro, na Fnac do Chiado, que foi finalmente desvendado o programa do Fórum Fantástico 2014.
O evento vai decorrer, como tem sido habitual, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, entre os dias 14 e 16 de Novembro.
Este ano conta como convidado especial o escritor britânico Rhys Hughes (que vai ser o autor de quem irei falar hoje no blog, aproveitando a sua presença em Portugal).
Os painéis, como vem sendo habitual, abordam o panorama do Fantástico nas suas diferentes variantes (escrita, ilustração, filmes, videojogos…) e este ano conta ainda com os Prémios Adamastor, que se destinam a destacar o que por cá se tem publicado dentro deste género.
A mim, existem ali umas temáticas que tenho pena de perder mas, de facto, não se conjugam com o meu horário de trabalho. Ainda assim, conto estar presente no sábado, dia 15 para assistir a uma boa parte dos painéis. Contem com os meus comentários para a próxima semana 😉

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Fórum Fantástico | Rescaldo de Sábado

FF_2013Ainda não tinha conseguido começar a escrever algo acerca do Fórum, ao qual só consegui ir no sábado, com muita pena minha. E se não escrevi nada antes, não foi apenas pela falta de tempo, mas porque foi um dia tão espetacular que tive que me distanciar um pouco para poder ser clara e objectiva em tudo o que possa escrever por aqui.

Em primeiro lugar, dou os parabéns aos organizadores. Realizar um evento desta monta não é tarefa fácil e há que coordenar uma catrefada de coisas – gerir agendas de convidados, o espaço, encaixar os painéis na agenda, definir a duração aceitável de cada um….é tanta coisa que só de pensar já cansa! Definitivamente, algo do género só mesmo com muito amor à camisola e isso notou-se a cada momento (bastava, aliás, olhar para a cara do Rogério Ribeiro para perceber isso, já que parecia uma criança com um brinquedo novo o dia todo).

Mas, vamos lá organizar as ideias.

Ora, o dia começou com o Workshop de escrita da Trëma, dinamizado pelo Rogério Ribeiro, pelo Luis Filipe Silva e pelo escritor Ian McDonald.
Com muita pena minha, estava lá pouca gente. Para meu contentamento estava lá pouca gente. Confusos? Eu explico.Ian_McDonald
O workshop claramente merecia mais audiência. Éramos poucos para ouvir o que aquele senhor tinha para dizer. Bem-humorado, simpático, acessível e alguém que sabe da sua arte, com certeza que adicionou algo aos meus conhecimentos com os seus testemunhos e as suas dicas. Por isso achei que merecia ter ido lá mais gente.
Se me importei com isso? Nem um pouco.
Quem lá esteve conseguiu desfrutar de um ambiente quase intimista, como se estivesse sentado na sala de estar a conversar com amigos, com a vantagem de estar realmente a aprender qualquer coisa de útil. Ainda tivémos a oportunidade de irmos almoçar e de conversar pessoalmente com o Ian.
PIMBAS! Aposto que para a próxima pensarão duas vezes antes de ficarem a dormir…

Entramos então no painel da tarde, que começou com o lançamento da Lusitânia. Depois de uma apresentação-relâmpago, que felizmente acabou por se prolongar e tomar o tempo previsto, fiquei a conhecer melhor o projecto. E mais, com vontade de participar!
Basicamente, ficamos a conhecer algumas alterações e melhorias nesta 2ª edição, assim como os contos que dela fazem parte.

Mas foi a apresentação seguinte, sobre a História da FC portuguesa, que me deixou nas nuvens até hoje… E porquê? Porque tive a honra – sim, a grande honra – de ouvir o António de Macedo a falar.
Bastou ele dar início ao tema para as minhas antenas entrarem em sintonia. Durante todo aquele tempo, este senhor debitou uma pequena amostra do que é o seu vasto conhecimento acerca do Maravilhoso Medieval português.
Entenda-se que o assunto não é novo para mim. Estudei Lingua e Cultura Portuguesa durante o curso universitário e falar sobre o Amadiz de Gaula era obrigatório. Mas, para além do revisitar de conhecimentos há tantos anos no baú, a empatia e o forte sentido de comunicação do António de Macedo é algo de extraordinário.
Não menos fascinante foi a intervenção do Luis Filipe Silva, que deu continuidade ao tema, entrando numa época mais “moderna”.É verdadeiramente impressionante o vasto conhecimento de ambos acerca da FC nacional, a qual de facto existe.
Pena ter que terminar tão cedo e fica a sugestão aos organizadores: para o ano que vem por favor deixem mais tempo de antena para este painel.

A seguir veio a apresentação do livro «Nome de código: Portograal» pelo seu autor, Luis Corredoura.
Apesar de não ter assistido à apresentação toda, achei interessante o facto de ter tomado conhecimento de alguns factos históricos que acabam por se interligar com o próprio enredo.

Ainda antes do intervalo, assistimos à sessão dedicada ao Steampunk, cuja apresentação ficou a cargo da Angelica Elfic e da equipa da Clockwork Portugal (Joana Lima, Sofia Romualdo e André Nóbrega).

Assistimos, após o regresso do intervalo, à apresentação da revista Bang! e ao lançamento da Bang! Brasil com a Safaa Dib, das Ed. Saída de Emergência.
Para quem não sabe, esta é uma revista quadrimestral, GRATUITA, distribuída nas lojas Fnac. No mês de Novembro saiu a nº15, mas para os mais distraídos, aqui fica o link para o site da revista (da qual podem fazer download gratuito para ler em formato digital).
Fica a nota que nas Bangs nº8 e nº9 há um artigo da autoria do António de Macedo, precisamente acerca da temática da FC portuguesa. O artigo foi dividido em duas partes e publicado nos dois números da revista. Confesso descaradamente que, mal cheguei a casa, corri para o site da revista e fiz o download dos dois exemplares, que aguardam um pouco de disponibilidade da minha parte para serem devorados com atenção.

Seguiu-se a atribuição dos prémios Zoran Frames, um concurso de fotografias inspiradas na obra literária de Zoran Zivkovic (autor de A Biblioteca, Ed. Cavalo de Ferro).

E depois mais um ponto alto no meu dia, com a apresentação de Brasyl (no original) por parte do autor, Ian McDonald.
Sim, eu sei que já tinha ouvido o homem a falar de manhã, mas a sua boa disposição é contagiante e escutar aquela cadência tipicamente irlandesa (deve tê-la adquirido pela convivência, já que é inglês!), foi música para os meus ouvidos…
Falou-se, não só do Brasyl (que ainda me hão-de explicar porque foi traduzido em PT para Brasil), mas dos seus outros livros, nomeadamente o River of Gods e o The Dervish House.
A conversa foi descontraída, com o Rogério Ribeiro e o Luis Filipe Silva a colocarem algumas perguntas, que serviam apenas de “alavanca” a Ian, já que a facilidade que tem em comunicar, fez com que o assunto não se esgotasse rapidamente.
E a prova da empatia deste senhor com o público foi o plane of doom, que foi fabricado de raíz pelo Ian e percorreu a plateia, em busca de novas questões para lhe serem colocadas. Sem dúvida um momento digno de registo.
De notar que fiz figas o tempo todo, com ventoínhas potentes ligadas no máximo para desviar o aviãozinho de papel da minha direcção, já que não tinha em mente nada que se parecesse com uma questão decente e inteligente para lhe fazer naquele momento…

Enfim, adiante.

A última apresentação do dia foi dedicado ao Winepunk.
Confesso que já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha percebido muito bem a coisa. Também confesso que ainda não me tinha dedicado muito ao assunto…
Perdoem-me se estiver enganada (e corrijam-me, já que perdi o início da apresentação), mas acho que se pode resumir o Winepunk como um movimento literário (?) que combina a tecnologia Steampunk e o Vinho do Porto como combustível, num espaço geográfico específico (o Porto) no período temporal do pós-instauração da República.
Ficamos a conhecer não só o âmbito do projecto, como também os autores dos contos que contam na publicação (ainda em fase de edição), mas pelo véu que foi levantado, digamos que me deixaram com àgua na boca. E isso é sempre bom sinal.

O dia acabou com uma sessão de autógrafos conjunta e sim, lá fui eu para a fila com o meu exemplar do Brasil (em PT, humpf!) para personalizar a coisa.

2013-11-22 00.03.30Caramba, que estreia que tive no Fórum Fantástico. Andava há pelo menos dois anos para lá ir, mas a distância e o facto de não conhecer ninguém nunca me tinham feito sair de casa.
E neste dia ei só pensava «Caramba, o que eu andei a perder!».

Com muita pena minha, não pude ir em mais dia nenhum. Mas fica a promessa de que, no próximo ano, vou tentar ir pelo menos a mais um dia. É que o programa era todo tão apetitoso que, se em 2014 for assim, não vou querer deixar nada para trás.

Fórum Fantástico 2013 | Programa

FF_2013

Já temos programa!

Foi apresentado no passado Domingo, dia 03/11 pelas 17h00 na Fnac do Chiado o programa da 8ª edição do Fórum Fantástico, que também já se encontra publicado na página dedicada ao evento.

Para entrar, clique aqui ou sobre a imagem.

Confesso que apesar de ter vontade de lá ir há pelo menos 3 anos, nunca fui. Esta vai ser a minha estreia no evento e confesso que estou algo curiosa.

Não vou conseguir lá estar os 3 dias. Tenho pena de perder duas sessões agendadas para 6ªF (17:30 – Ilustração Fantástica (com David Sequeira e Marta Patalão | 18:00 – Conversas de Horror (com David SoaresAntónio MonteiroJosé Pedro Lopes e Pedro Santasmarinas), bem como toda a tarde de Domingo. Fico a roer-me até aos cotovelos.